Estado oferece capacitação para escuta especializada em escolas
- Mehane Albuquerque
- há 1 dia
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Ouvir para acolher e prevenir. Essa é a proposta do Governo do Estado, por meio Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que vai implementar o programa “A Voz da infância”, para ajudar professores, além de outros profissionais da comunidade escolar, a identificar vítimas ou testemunhas de violência. A ideia do projeto é viabilizar locais de escuta para crianças e adolescentes dentro de escolas públicas municipais a partir de uma parceria com prefeituras nas diversas regiões do estado.

A expectativa é que o programa comece a funcionar ainda no primeiro semestre de 2025 em Belford Roxo, Mangaratiba, Paraty e Rio das Flores. Para a execução, profissionais da educação serão capacitados por equipes da secretaria para identificar sinais e indicadores de violência infantil, para que possam acionar, caso necessário, uma equipe técnica (psicólogos e assistentes sociais) do município para a realização da escuta especializada na própria escola onde a criança estuda.
O serviço será levado para dentro do ambiente escolar para detecção mais rápida de sinais da violência, para que se possa agir de modo mais eficiente.
"Estamos trabalhando em sintonia com diversas prefeituras neste projeto porque entendemos a importância de estarmos ampliando essa oferta da escuta especializada, e assim evitando novas vítimas, ou oferecendo o suporte imediato para crianças e adolescentes. É um trabalho de prevenção aliado ao acolhimento" - destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosangela Gomes.
A importância da escuta especializada
A escuta especializada é um dos principais mecanismos de proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. É um procedimento de entrevista sobre a situação de violência, feito por um profissional especializado da rede de proteção, em local acolhedor e com privacidade, onde crianças e adolescentes são assistidos por assistentes sociais e psicólogos especializados.
De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, dados de 2021 mostram que cerca de 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem dentro de casa. Por isso, é importante tratar essa temática como prioridade.
"O maior índice de violência contra a criança e adolescente é intrafamiliar. Sabemos que a realidade dessa violência acontece dentro de casa. E muitas vezes, o professor passa mais tempo com a criança na escola do que a família dentro de casa. Então, capacitar esse educador para essa realidade é um grande passo para alcançar essa criança e conseguir uma medida protetiva de urgência" – disse o subsecretário de Estado da Criança e Adolescente, Arthur Souza.
Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro
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